António Félix da Costa: “Vamos fazer alterações no carro pois acredito que podemos entrar na luta pelo top5”

António Félix da Costa

Teve lugar esta manhã a primeira corrida russa da World Series by Renault 3.5, com António Félix da Costa a pontuar novamente, com a obtenção do sétimo lugar. Depois de garantir a sétima posição na qualificação, António Félix da Costa realizou um bom arranque, passando de imediato para o sexto lugar, mas desde o início da corrida foi notório que a afinação do monolugar do piloto de Cascais não era a ideal:

Na qualificação senti o carro bem equilibrado, mas na corrida, com o depósito cheio senti muitas dificuldades em encontrar um ritmo rápido. Foi uma corrida de muita luta e concentração em que o resultado final acaba por ser positivo, pois demos mais um passo em frente e marcamos mais pontos no campeonato”, afirmou o piloto de 20 anos.

Amanhã tem lugar a segunda corrida da World Series by Renault 3.5, com António Félix da Costa apostado em melhorar o set-up do seu carro e com isso subir mais alguns lugares na corrida: “vamos efetuar algumas alterações no carro pois acredito que podemos entrar na luta pelo top5, mas precisamos de descobrir alguns décimos de segundo”, finalizou o piloto Português, que entra em cação às 10:25, numa corrida que terá transmissão televisiva em direto no canal Eurosport.

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Robin Frijns parte da pole e vence corrida em Moscovo

Robin Frijns

Largando na pole-position da primeira corrida da World Series by Renault em Moscovo, conquistada um pouco mais cedo, o holandês Robin Frijns segurou os ataques de Marco Sorensen e de Jules Bianchi durante as 30 voltas da prova e garantiu a vitória para a sua equipa, a Fortec, neste sábado.

Na primeira posição de forma tranquila, Frinjis liderou a primeira parte da corrida, mas o seu ritmo caiu e acabou por permitir a aproximação de Sorensen, que havia largado na segunda posição. Ao tentar o ataque ao primeiro classificado, o dinamarquês acabou por fazer um pião e caiu para a quinta posição, atrás de Jules Bianchi, Sam Bird e Arthur Pic.

Então foi a vez de Bianchi, piloto reserva da Force India, tentar a ultrapassagem. Porém, desta vez, Frijns conseguiu manter uma distância razoável e conseguiu vencer a prova, mesmo com a entrada do safety-car por duas vezes. Com a vitória, o piloto assumiu a liderança do campeonato. Bianchi acabou a prova em segundo e Bird completou o pódio.

Pic ficou em quarto, enquanto Kevin Korjus ultrapassou Sorensen e conquistou a quinta posição. António Félix da Costa, Nico Muller, Daniil Move e Will Stevens completaram o top-10.

Confira os resultados:

Pos Driver Team Time/Gap
 1.  Robin Frijns            Fortec      48m11.904s
 2.  Jules Bianchi           Tech 1        + 1.202s
 3.  Sam Bird                ISR           + 1.914s
 4.  Arthur Pic              DAMS          + 2.986s
 5.  Kevin Korjus            Tech 1        + 5.382s
 6.  Marco Sorensen          Lotus         + 5.610s
 7.  Antonio Felix da Costa  Arden         + 5.967s
 8.  Nico Muller             Draco         + 8.272s
 9.  Daniil Move             P1            + 9.431s
10.  Will Stevens            Carlin        + 9.789s
11.  Vittorio Ghirelli       Comtec       + 10.451s
12.  Nick Yelloly            Comtec       + 11.065s
13.  Andre Negrao            Draco        + 11.675s
14.  Mikhail Aleshin         RFR          + 12.795s
15.  Zoel Amberg             Pons         + 14.409s
16.  Kevin Magnussen         Carlin         + 1 lap
17.  Alexander Rossi         Arden          + 1 lap
18.  Lucas Foresti           DAMS           + 1 lap
19.  Yann Cunha              Pons           + 1 lap
20.  Sergey Sirotkin         BVM Target     + 1 lap

Retirements:

     Anton Nebylitskiy       RFR            24 laps
     Carlos Huertas          Fortec         20 laps
     Walter Grubmuller       P1             20 laps
     Nikolay Martsenko       BVM Target     17 laps
     Jake Rosenzweig         ISR             6 laps
     Cesar Ramos             Lotus           0 laps

Armindo Araújo leva finalmente a versão 01B para o Rali da Alemanha

Armindo Araújo

Armindo Araújo irá utilizar nas últimas cinco provas do Mundial de Ralis a mais recente versão do Mini JCW WRC.

O piloto português fará assim o Rali da Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Espanha ao volante da versão 01B, a mesma que Dani Sordo tem vindo a utilizar no mundial de ralis.

Esta versão possui, diz a Prodrive, mais de 100 alterações face à variante até agora usada por Armindo Araújo, que assim vai ter oportunidade de se estrear neste novo carro no Rali da Alemanha, onde foi 8º em 2011.

Bruno de Pianto, o patrão da equipa Team Mini Portugal já declarou ao site do WRC, que Armindo Araújo irá testar a versão 01B antes do Rali da Alemanha.

Honda anuncia Marc Márquez como substituto de Stoner

Dani Pedrosa e Marc Márquez

Em comunicado intitulado ‘Dream Team’, ou equipa de sonhos, a Honda anunciou, finalmente, aquilo que todos pareciam já saber há algumas semanas no paddock da MotoGP. A marca japonesa terá dois espanhóis na equipa de fábrica em 2013. Nesta quinta-feira, em Mugello, onde o Mundial chega para a nona etapa, veio a confirmação da contratação da jovem promessa da Moto2, Marc Márquez, e a renovação por mais duas temporadas de Daniel Pedrosa, que faz parte de equipa laranja desde 2006.

O nome de Márquez estava já bastante cotado para integrar a equipa em 2013, desde o momento que Casey Stoner afirmou, às vésperas do GP da França em maio, que esta será a sua última temporada na MotoGP. E ganhou ainda mais força quando a categoria colocou um fim à regra dos rookies. A construtora nipónica chegou a ir atrás de Jorge Lorenzo, campeão de 2010 e atual líder do campeonato, mas o espanhol de 25 anos decidiu mesmo permanecer na Yamaha, equipa que defende desde 2008, quando se estreou no Mundial.

Sem grandes alternativas no mercado, a equipa comandada por Shuei Nakamoto optou mesmo pelo óbvio, fechando com Pedrosa e promovendo Márquez, de 19 anos e campeão das 125cc em 2010, num acordo de dois anos. O vínculo do jovem piloto com a Repsol, petrolífera que apoia a Honda há anos, também pesou na decisão, além da carreira meteórica que Marc apresentou nas duas classes de acesso nas últimas duas temporadas.

Chegar à MotoGP no próximo ano pela Honda é um sonho que se torna realidade e quero muito agradecer à equipa pela confiança depositada em mim“, disse o atual líder da Moto2. “Estou realmente muito orgulhoso de fazer parte da grande família da Honda e nunca vou esquecer todas as pessoas que me ajudaram desde que comecei a correr de moto“, completou.

Agora, o meu foco é a Moto2. A minha equipa e eu estamos a trabalhar duramente e estamos ansiosos e animados para atingir o nosso objetivo principal, que é o Mundial de 2012“, acrescentou.

O contrato com Pedrosa também não é nenhuma surpresa. O catalão de 26 anos assinou um vínculo com a equipa japonesa até fim de 2014. “Tem sido um relacionamento longo com a Honda, e eu realmente tinha muita vontade de ficar aqui. A luta pelo campeonato deste ano está aberta e os próximos dois anos serão bastante interessantes para mim“, disse o espanhol, que ocupa a vice-liderança do Mundial, 14 pontos atrás de Lorenzo, que soma 160.

Toda a minha carreira tem sido ligada à Honda, desde que entrei nas 125cc, depois 250 e, finalmente, a MotoGP em 2006. Talvez eu seja um dos pilotos com maior tempo de relacionamento com a Honda na história, o que me deixa bastante feliz. No momento, só posso agradecer à Honda uma vez mais pelo apoio e confiança. Tenho certeza que vamos fazer muita coisa boa juntos”, concluiu.

Valterri Bottas lidera o primeiro dia de treinos para os rookies

Max Chilton

De uma forma nada surpreendente, Valtteri Bottas liderou o primeiro dia de treino dos rookies, nesta quinta-feira, em Silverstone. Competindo apenas contra as limitadas Marussia e HRT, o finlandês terminou na primeira posição ao arrancar o tempo de 1:31:436, superando Max Chilton por 5,1s.

Ao contrário do período da manhã, a parte da tarde não foi muito movimentada. A única novidade foi a presença de Rio Haryanto no carro da Marussia, no lugar de Chilton. Apesar disso, a sorte não melhorou na equipa. Se no período da manhã eles sofreram com um problema elétrico, na parte da tarde, abreviou as atividades de pista do piloto indonésio.

No entanto, o problema da Marussia foi minimizado pelas fracas condições de pistas durante a tarde. Para variar um pouco, a chuva atingiu a pista inglesa no período da tarde, impedindo que os pilotos melhorassem os tempos. Assim, mesmo com o problema no carro, Haryanto não teve como melhorar a sua marca.

Bottas, por outro lado, não se importou com a chuva e continuou na pista para terminar uma simulação de corrida. No total, o reserva de Pastor Maldonado e Bruno Senna completou 120 voltas em Silverstone. Mas, por causa da chuva, a volta rápida do finlandês foi marcada no período da manhã.

Chilton, que terminou em segundo, ficou 5,1s, uma eternidade, distante do finlandês, enquanto Haryanto foi o terceiro, 0,8s atrás do companheiro de equipa. Só que além do problema técnico, o indonésio também precisou fazer um ajuste no pedal do acelerador, o que custou tempo de pista. No final, Rio completou apenas 19 voltas, contra 34 do britânico.

Ma Qing Hua, com a HRT, terminou na última posição ao postar a volta mais rápida no período da tarde, com 1:37:829. O piloto asiático ainda foi o responsável por um pião no final do dia, quando tentou ativar a asa traseira móvel.

Confira os tempos:

Pos Driver Team Time 
 1.  Valtteri Bottas     Williams-Renault       1m31.436s
 2.  Max Chilton         Marussia-Cosworth      1m36.558s + 5.122s
 3.  Rio Haryanto        Marussia-Cosworth      1m37.404s + 5.968s
 4.  Ma Qing Hua         HRT-Cosworth           1m37.829s + 6.393s

Mercedes não negoceia com piloto nenhum até saber futuro de Michael Schumacher

Ross Brawn

Com contrato a terminar no final desta temporada, Michael Schumacher ainda não definiu se vai continuar na F1 ou não para o próximo ano. Aos 43 anos, o sete vezes campeão da categoria vem a passar por problemas em 2012, como os inúmeros abandonos, mas conseguiu o seu primeiro pódio pela Mercedes, no GP da Europa, em Valência, desde que regressou às pistas. Por isso, Ross Brawn, chefe de equipa, avisa que vai esperar o piloto definir o seu futuro antes de iniciar negociações com outro nome caso Schumacher não fique.

Estamos concentrados no Michael durante o tempo que for preciso e no que for necessário. Só depois vamos ver em outro lugar”, confirmou. “Nós não discutimos isso, mas se ele se diverte e, se ele gosta de si mesmo, por que não?“, questionou Brawn sobre a permanência do alemão, com quem havia trabalhado no período em que o piloto esteve na Ferrari e conquistou cinco dos seus sete títulos.

Mesmo que Brawn deseje esperar o tempo necessário para renovar com Schumacher, ele sabe que uma conversa entre ele e o piloto precisa acontecer logo. “Inevitavelmente, chega-se a um ponto onde se tem que dizer: ‘vamos conversar porque estas coisas, às vezes, podem demorar algum tempo’, e tem-se que ter a conversa e tem-se que chegar a uma conclusão para planear o futuro”, contou.

Mas não há prazo ou ponto crítico em que ele ou nós vamos dizer que nós devemos tomar uma decisão. Devemos tomar a decisão correta, que é a coisa mais importante”, salientou. “Vai ser uma decisão mútua e, no momento apropriado, vamos sentar e passar por todas as considerações e chegar a uma conclusão. Acho que o Michael sabe, como eu, que vai ser uma conclusão lógica e sensata, movida pela paixão, claro, porque ele gosta do que faz”, encerrou.

Polo WRC estreia-se no WRC em Itália

Volkswagen Polo R WRC

Pelos vistos, os constantes testes de Sébastien Ogier e da Volkswagen com o novo Polo R WRC estão a dar frutos, já que a marca alemã acaba de anunciar a estreia do carro no Rali de Itália, que se realiza entre 18 e 21 de outubro na Sardenha.

A Volkswagen obteve uma autorização especial da FIA para participar na prova, mas a comparação com os restantes WRC só poderá fazer-se, para já, a olho nu, já que o carro alemão pilotado por Sébastien Ogier, não fará parte da lista de concorrentes, e por isso não terá os seus cronos registados oficialmente. Tratar-se-á somente da primeira vez que o Polo R WRC poderá ser comparado diretamente aos restantes WRC, sendo que a VW deverá reservar para si os cronos do carro e daí tirar as suas ilações.

Não tenho ainda muitos detalhes mas é pena que não possa ser carro zero. Não vamos estar na classificação mas pelo menso será possível comparar o nosso carro com os restantes WRC”, referiu Sébastien Ogier.

Felipe Massa revela ter usado terapia para “sair da má fase”

Felipe Massa

O quarto lugar no GP da Inglaterra mostrou um Felipe Massa diferente do que se apresentou nas primeiras provas da temporada de 2012. O brasileiro, que está a viver um dos piores momentos da sua carreira, dentro da pista, talvez seja o pior, andou o tempo todo num ritmo forte, disputando posições e resistindo à pressão para conquistar o seu melhor resultado na F1 desde o GP da Coreia do Sul de 2010.

Desde o acidente que sofreu no treino de qualificação para o GP da Hungria de 2009, Massa cansou de responder a perguntas sobre o seu estado físico e mental e sobre as consequências que o trauma teve para a sua carreira, sempre negando que isso tenha relação com a queda no seu rendimento, principalmente depois da chegada de Fernando Alonso à equipa vermelha, em 2010. Mas, em entrevista, o piloto admitiu que, desde aquele momento, não é mais o mesmo.

Se olhar que houve o acidente, e que depois do acidente não consegui a performance que tinha antes, é muito fácil dizer isso, não é?”, reagiu Massa, reconhecendo que os bons resultados de antes deixaram de vir.

O piloto, contudo, voltou a negar que exista uma relação direta entre o acidente e a queda de performance. Para o brasileiro, o que aconteceu em Budapeste foi apenas um marco. “Já cansei de pensar nisso. Até porque posso ser o que for, mas não sou estúpido. Não só pensei como fiz 45 mil exames”, revelou Felipe. “Cansei-me de fazer mais coisas para ver se tinha algo que a gente não conseguia identificar, mas não tem. Por iss, não há um porquê, não há um motivo”, completou.

O brasileiro de 31 anos procurou todo o tipo de ajuda para ver o que seria possível fazer para espantar a má fase. Recentemente, Massa começou até a falar mais do lado psicológico, reconhecendo que não está como deveria. Mas a justificativa que deu para isso foram os próprios resultados, mas, de novo, nada relacionado ao acidente da Hungria. “Fui procurar um psicólogo e fiz terapia”, revelou Felipe. “Tenho de tentar tudo até o fim, porque acredito que as coisas vão mudar, vão voltar ao normal.

Acredito que este momento vai passar, sempre acreditei”, declarou. “Quando eu não acreditar mais, aí é o momento de fazer outra coisa”.

Felipe Massa e Sergio Pérez

As negociações por um novo contrato também não o abalam, disse Massa, acostumado a situações complicadas neste quesito. Em 2002, o seu ano de estreia na F1, pela Sauber, Felipe foi demitido ao término daquele campeonato. Voltou à categoria pela mesma porta dois anos depois, mas agora com o apoio da Ferrari e aí, sim, agradou. Em 2006, chegou à oportunidade de pilotar o lendário carro vermelho de Maranello como titular. “Um ano, porque é assim: eles dão-te um ano para saber se vai ou não”.

Sobre a definição do seu futuro, ele não quis entrar em maiores detalhes: “Enquanto não acontece algo, é muito difícil prever. O mais importante é o resultado, isso é tudo o que me interessa: com resultados, as coisas ficam muito mais fáceis. Dependendo deles, terei uma hipótese maior ou menor”.

O facto de pilotos mais jovens, como Sergio Pérez e Paul di Resta, terem sido especulados para ocupar o seu posto em Maranello, não o faz sentir ultrapassado. “Não me preocupo nem um pouco com o facto de eles serem mais jovens do que eu. Nem a Ferrari sabe ainda o que vai acontecer”, afirmou.

Massa também negou sentir-se pressionado pelo comportamento da imprensa italiana, que pediu ‘a sua cabeça’ em mais de uma oportunidade no começo do ano. “Tudo muda rapidamente em função de um resultado”, minimizou o brasileiro. “Desde quando entrei na Ferrari, a imprensa italiana não se cansava de me tirar da equipa”, ironizou.

Sobre a imprensa brasileira, o piloto disse que não tem nenhum problema com ninguém. “Nunca tive atrito algum com jornalista. Entendo o trabalho de cada um. Tem aquele que faz o trabalho só para vender jornais e tem aquele que realmente entende do que está a escrever”, julgou. Por outro lado, disse que não acha bem que todos se virem contra um piloto que representa o país: “Sinto muito, mas é o que toda a gente vê com 99% da imprensa brasileira”.

Ele refutou, ainda, a hipótese de que a transmissão feita pela TV no Brasil ajuda a aumentar a pressão sobre os pilotos daqui. “Eu acho que não, pelo contrário. Se olhar para os outros países… O que a imprensa espanhola faz?”, questionou. Alonso, o seu companheiro de Ferrari desde 2010, é o líder do Mundial de 2012, com 129 pontos, 106 a mais que Massa.

Maria de Villota pode regressar a Espanha após a melhoria do estado de saúde

Maria de Villota

Nesta terça-feira faz exatamente uma semana que María de Villota sofreu um gravíssimo acidente durante uma sessão de testes aerodinâmicos da Marussia na base aérea de Duxford, na Inglaterra. A pilota espanhola, que perdeu a visão direita, foi removida para um quarto do hospital Addenbrook, em Cambridge, depois de ter ficado cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva. E nos próximos dias, María finalmente poderá voltar ao seu país, a Espanha.

Na última segunda-feira, Isabel de Villota, irmã da piloto de testes da Marussia, revelou que María teve uma melhora bastante significativa, e por isso deixou a UTI do Addenbrook. John Booth, comandante da escuderia anglo-russa, disse que a espanhola acordou do coma induzido e já conversa com a sua família.

E segundo uma reportagem veiculada pela imprensa alemã, De Villota, com exceção da perda do olho direito, não deverá ter sequelas na decorrência do acidente sofrido na semana passada, quando bateu a sua cabeça contra a plataforma de descargas de um camião.

Com exceção da cegueira do olho direito, as hipóteses são boas de que não haja nenhuma outra sequela. Se De Villota não tiver outras complicações, o regresso à sua terra natal, a Espanha, poderá acontecer nesta semana”, informou a imprensa alemã.

Mark Webber diz que negociou mesmo com a Ferrari mas preferiu a Red Bull

Mark Webber

Exultante por seguir na Red Bull até o fim da temporada de 2013, Mark Webber disse que a decisão de permanecer na escuderia taurina foi fácil. O piloto, que anunciou a renovação do seu contrato nesta terça-feira, comparou a equipa a qual pertence desde 2007 a uma grande família e disse que até sabe o número do sapato de cada um dos integrantes da equipa. A respeito dos rumores sobre negociações com a Ferrari, Webber confirmou que realmente conversou com a equipa de Maranello, mas deixou claro que não teve dúvidas em continuar defendendo a escuderia bicampeã do mundo.

Em entrevista divulgada pelo site da Red Bull, Webber, ao ser questionado se assinar com a equipa taurina até o fim de 2013 foi uma decisão fácil, não teve dúvidas. “No fim das contas, isso foi, sim. Estes meses foram interessantes, mas, no geral, a continuidade e o desejo de seguir na Red Bull eram muito fortes. O meu principal objetivo é o campeonato deste ano. E outra, há um grupo de meninos e meninas genial na Red Bull e gosto muito de trabalhar com eles. Isto causa um grande efeito em mim e na maneira que eu trabalho no carro. Isso ajudou-me a tomar a decisão”, explicou o australiano, feliz por fazer parte por pelo menos mais um ano na Red Bull.

Quase sei o número do sapato de toda a gente! Sei os nomes de todos as pessoas caras, as suas manias, e conheço todos os setores. Isso é muito, mas muito importante para um piloto. É uma série de fatores. É como uma grande família. Temos avançado muito e claro que eu me encaixo bem aqui, e eu gosto disso”, comentou.

Quando perguntado se chegou a pensar em mudar de ares na próxima temporada, o vencedor dos GPs de Mônaco e da Inglaterra e atual vice-líder do Mundial de Pilotos confirmou o que outrora era apenas especulação. “Tive negociações com a Ferrari, mas a minha decisão é seguir aqui”, revelou Webber, que conversou com a escuderia de Maranello para ser o eventual substituto de Felipe Massa em 2013, uma vez que Fernando Alonso tem contrato com a equipa italiana até o fim de 2016.

Sebastian Vettel e Mark Webber

Mark fez questão de salientar que a sua relação com Sebastian Vettel é bastante saudável, em que pese que os companheiros de Red Bull viveram conflitos internos na temporada 2010, quando Webber lutou pelo título até à última corrida do ano e teve performance bastante parecida com do Mundial de 2012. A dupla Vettel-Webber, uma das mais vitoriosas da história recente da F1, completará, em 2013, cinco temporadas.

É muito boa [a relação]. Temos trabalhado unidos durante muito tempo. Acredito que ninguém poderia prever que trabalharíamos juntos durante tanto tempo. Não há muitos companheiros de equipa que tenham trabalhado juntos durante tanto tempo na F1, mas esta união demonstrou ser bem-sucedida. Trabalhamos duramente com os membros-chave da equipa técnica da equipa”, contou o australiano, que completará 36 anos em 27 de agosto.

Quando vamos à pista, ainda somos competitivos, não há dúvidas a respeito, especialmente em 2010 e neste ano. No ano passado, o Sebastian e eu não competimos muito entre nós, mas em 2009, 2010 e neste ano foram de duelos geniais. Foi muito divertido para a equipa, ainda que algumas vezes tenha sido stressante, já que não é fácil estar com os dois à frente, e pude entender que, em última instância, precisamos de trazer os carros de volta para casa e conseguir o melhor resultado para nós e para a equipe”, reconheceu Webber.

O piloto mostrou-se satisfeito pela sua renovação de contrato por vários aspectos, entre eles, o facto de agora poder concentrar-se exclusivamente na luta pelo título mundial de F1 neste ano. “Há muito tempo escutava rumores diferentes, mas no fim das contas eu sabia o que estava a acontecer. Um quer garantir que está completamente concentrado na sua pilotagem, e as pessoas [estão concentrados] no seu trabalho. É importante que a equipa esteja 100 por cento. E eu estou”, garantiu.

Por fim, Webber deixou claro que não pensa em se retirar no final do seu novo contrato com a Red Bull, mas disse que, para seguir na F1, tudo vai depender dos resultados conquistados. “Já me fizeram essa pergunta muitas vezes nos últimos quatro anos e a minha resposta tem sido sempre a mesma. É um desporto que depende dos resultados, então o futuro está nas minhas mãos. Depende de conquistar os resultados na pista”, concluiu.