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Jenson Button lidera 1-2 da McLaren no primeiro treino livre

Jenson Button

A chuva foi a protagonista do primeiro treino livre do fim de semana do GP da Alemanha de F1, nesta sexta-feira, em Hockenheim. Ainda que o volume de água não tenha encharcado o asfalto alemão, facto é que as condições de pista ficaram muito comprometidas para a execução de um cronograma normal de testes para pilotos e equipas. Na tabela de tempos, Jenson Button deu sorte ao registar uma boa marca antes da chuva e, com 1:16:595, assinalou a melhor volta.

No fim do treino, Lewis Hamilton assegurou a dobradinha da McLaren no circuito germânico. Com 1:17:093, o quarto classificado do Mundial de Pilotos foi quem mais se aproximou da marca de Button e fechou em segundo. Fernando Alonso também aproveitou a secagem da pista nos minutos finais e terminou a manhã em terceiro. Michael Schumacher e Sergio Pérez fecharam o top 5.

A execução do primeiro treino livre para o GP da Alemanha começou com o céu bastante nublado em Hockenheim. A ameaça de chuva era real, e a água poderia vir a qualquer momento. Desta forma, todos os pilotos foram rapidamente à pista no início da sessão, ainda que para a realização de voltas de aquecimento e reconhecimento dos respectivos carros e do asfalto alemão.

Apenas Kamui Kobayashi, usando os pneus duros experimentais levados pela Pirelli para o circuito, anotou volta cronometrada nos primeiros minutos. Usando um sensor aerodinâmico que mais parecia uma grelha, o nipónico cravou 1:55:569, tempo altíssimo em comparação com o recorde da pista, que é de 1:13:780, de Kimi Räikkönen, em 2004.

O tempo de Kamui, como era esperado, caiu rapidamente. Button, com 1:16:595, assumiu a liderança do treino logo que fez a sua primeira volta rápida, muito à frente dos adversários da grelha. Para se ter uma ideia, o tempo de Grosjean, segundo classificado àquela altura, com 20 minutos de sessão, era 1,767s mais lento.

Com 25 minutos de sessão, a chuva, que antes só ameaçava, finalmente deu as caras no circuito de Hockenheim. Todo mundo que estava no treino enfrentou dificuldades para controlar os respectivos carros. A própria organização da prova declarou a pista como molhada.

Mas o volume de água não foi suficiente para encharcar a pista, pelo contrário. Logo o asfalto secou de vez, e o treino seguiu o seu ritmo normal, com Massa conseguindo melhorar o seu tempo e, com 1:19:274, subiu para quinto, atrás de Button, Grosjean, Pérez e do surpreendente Bottas. No outro extremo da tabela, Räikkönen, Maldonado, Pic, Hülkenberg, Vettel, Alonso e Schumacher nem sequer haviam completado voltas cronometradas.

Pouco tempo depois, a chuva voltou a apertar e deixou a pista bastante húmida e escorregadia, comprometendo o cronograma de pilotos e equipas. Os poucos que se arriscavam a deixar as boxes e ir para a pista enfrentavam problemas para manter o carro equilibrado. A sessão vinha num ritmo bem mais lento que o habitual, mesmo para um primeiro treino livre, geralmente o mais modorrento do fim de semana.

No ‘chove não molha’ de Hockenheim, a pista novamente secou. Sem água, mas com muitas nuvens negras nas cercanias do autódromo germânico,  praticamente todos os pilotos deixaram as boxes, muitos deles iniciando os treinos ‘pra valer’. Muita gente conseguiu realizar bons tempos, como Daniel Ricciardo, Maldonado e Hülkenberg, derrubando Massa de quinto para oitavo.

Na sequência, Alonso estabeleceu uma ótima marca. Com pneus médios, o espanhol anotou 1:17:795 e saltou para a segunda posição, mas ainda distante 1,2s do tempo de Button, que seguia soberano na frente graças à volta feita antes da chuva em Hockenheim. Hamilton também melhorou e cravou 1:17:926, subindo para terceiro.

Faltando 26 minutos para o fim da sessão, a chuva voltou a dar as caras. Com a pista novamente húmida, Kobayashi, que seguia com um cronograma de treinos bem diferente, deixou as boxes usando pneus intermédios, identificados pela cor verde. Minutos depois, foi a vez de Massa ir para a pista para avaliar as condições do asfalto alemão, cada vez mais molhado.

Percebendo que não haveria oportunidade de prosseguir com um treino produtivo dali por diante, Massa recolheu para as boxes e esperou pela chuva passar. Com o aumento momentâneo do volume de água na pista, ficou tudo muito claro que o tempo de Button não seria superado em Hockenheim.

Só que, no fim do treino, mais uma vez as condições de pista mudaram de maneira significativa com a secagem da pista, e vários pilotos melhoraram as suas marcas. A começar pelo próprio Massa, que anotou 1:18:310 e subiu para oitavo. Ainda que a marca de Button fosse praticamente imbatível, os adversários estavam cada vez mais próximos. Primeiro foi Schumacher, que anotou 1:17:382, subindo para segundo. E logo depois, Alonso bateu o heptacampeão e ficou a 0,775s do britânico da McLaren. Felipe, por sua vez, continuava a baixar o seu tempo, rompendo a barreira dos 1min18s.

Quem mais chegou perto do tempo de Button foi exatamente o seu companheiro de equipa. Nos minutos finais do treino, Hamilton cravou 1:17:093 e ficou a 0,498s do tempo do parceiro de McLaren. Mas não havia tempo para mais nada, e Jenson acabou por ficar com a ponta do primeiro treino em Hockenheim.

Confira os tempos:

Pos  Driver                Team                    Time              Laps
 1.  Jenson Button         McLaren-Mercedes        1m16.595            27
 2.  Lewis Hamilton        McLaren-Mercedes        1m17.093s  + 0.498  22
 3.  Fernando Alonso       Ferrari                 1m17.370s  + 0.775  21
 4.  Michael Schumacher    Mercedes                1m17.382s  + 0.787  20
 5.  Sergio Perez          Sauber-Ferrari          1m17.413s  + 0.818  28
 6.  Nico Hulkenberg       Force India-Mercedes    1m17.599s  + 1.004  17
 7.  Nico Rosberg          Mercedes                1m17.915s  + 1.320  27
 8.  Felipe Massa          Ferrari                 1m17.995s  + 1.400  22
 9.  Pastor Maldonado      Williams-Renault        1m18.020s  + 1.425  20
10.  Romain Grosjean       Lotus-Renault           1m18.130s  + 1.535  21
11.  Kamui Kobayashi       Sauber-Ferrari          1m18.226s  + 1.631  22
12.  Sebastian Vettel      Red Bull-Renault        1m18.339s  + 1.744  21
13.  Valtteri Bottas       Williams-Renault        1m18.422s  + 1.827  28
14.  Daniel Ricciardo      Toro Rosso-Ferrari      1m18.709s  + 2.114  30
15.  Kimi Raikkonen        Lotus-Renault           1m18.831s  + 2.236  14
16.  Jules Bianchi         Force India-Mercedes    1m18.972s  + 2.377  21
17.  Jean-Eric Vergne      Toro Rosso-Ferrari      1m19.039s  + 2.444  34
18.  Vitaly Petrov         Caterham-Renault        1m19.674s  + 3.079  24
19.  Heikki Kovalainen     Caterham-Renault        1m19.963s  + 3.368  24
20.  Mark Webber           Red Bull-Renault        1m20.122s  + 3.527  27
21.  Charles Pic           Marussia-Cosworth       1m20.169s  + 3.574  20
22.  Timo Glock            Marussia-Cosworth       1m20.539s  + 3.944  18
23.  Pedro de la Rosa      HRT-Cosworth            1m21.138s  + 4.543  24
24.  Dani Clos             HRT-Cosworth            1m21.740s  + 5.145  27

Sauber negoceia com Heikki Kovalainen para o lugar de Kobayashi?

Heikki Kovalainen

De acordo com a imprensa finlandesa desta quinta-feira, Peter Sauber não está nada satisfeito com o desempenho de Kamui Kobayashi nesta temporada, a sua terceira pela equipa, e estaria a negociar com Heikki Kovaleinen, atual titular na Caterham, para ser o companheiro do jovem mexicano Sergio Pérez na próxima temporada da F1.

Piloto mais experiente que Pérez, o japonês viu o companheiro de equipa subir ao pódio duas vezes neste ano, no segundo lugar no GP da Malásia e com a terceira posição na etapa no Canadá, em Montreal, enquanto o seu melhor resultado foi a quinta posição no GP da Espanha. Na avaliação da Sauber, Kobayashi deveria ser capaz de andar mais à frente na grelha por conta do forte desempenho do C31 nas corridas.

Recentemente, Kovalainen, ex-piloto da McLaren por duas temporadas, afirmou que deseja voltar para uma equipa da frente no futuro e espera por propostas ao final desta temporada. O piloto finlandês de 30 anos, que também correu na Renault, está no topo da lista da preferência de Sauber para substituir Kobayashi no próximo ano.

Sem pontuar desde o GP da Singapura de 2009, Kovalainen passou por todas as fases da equipa de Tony Fernandes até agora, desde a Lotus Racing, passando pelo Team Lotus e agora na Caterham. Tendo Jarno Trulli como companheiro de equipa até o início desde ano, atualmente o finlandês divide a equipa com o russo Vitaly Petrov, ex-piloto da Lotus Renault, atual Lotus.

Valtteri Bottas vê-se pronto para assumir vaga de titular na F1 em 2013 ou mesmo antes

Valtteri Bottas

Valtteri Bottas garantiu que já se sente pronto para assumir uma vaga de titular na F1 “para 2013 ou mesmo antes“. O finlandês de 22 anos, que venceu a GP3 na temporada passada, é piloto de testes da Williams e vem, ao longo do ano, a guiar com certa regularidade o FW34 de Bruno Senna durante o primeiro treino livre às sextas-feiras.

Bottas, que tem como empresário Toto Wolff, que é sócio na equipa inglesa, dominou recentemente os testes para rookies, realizados em Silverstone. “Gostaria muito de garantir uma vaga de piloto titular“, afirmou Valtteri à imprensa francesa.

Acho que este é o meu próximo objetivo. Se alguém me perguntar, vou dizer que já estou pronto para assumir uma vaga no próximo ano e ou até antes“, completou.

Organizadores do GP da Rússia garante cumprimento de prazos

Sochi vai receber o GP da Rússia

A construção do autódromo em Sochi, na Rússia, segue dentro do planeado, de acordo com os organizadores, que divulgaram algumas imagens das obras nesta quarta-feira. A etapa russa, que possui um contrato de sete anos para receber a F1 a partir da temporada de 2014, já destinou quase US$ 200 milhões nas obras da pista.

Os promotores do evento afirmaram ainda que o centro médico, a torre de controlo e o pit-lane estão entre as obras mais avançadas. O trabalho no reforço do solo para a base da pista também já está a ser realizado. A obra tem previsão de término para as Olimpíadas de Inverno de 2014.

A etapa russa da F1 já é uma realidade“, garantiu Alexander Bogdanov, diretor-geral do evento. “O GP será um evento muito importante para o nosso país. E estou contente por fazer parte deste projeto e é uma honra trazer este evento para o nosso país“, completou.

Nicholai Buturlakin, vice-governador da região de Krasnodar, declarou ainda que a corrida servirá também como um incentivo a mais para o desenvolvimento do automobilismo no país. “Hoje, na Rússia, podemos ver um desenvolvimento muito rápido do desporto motorizado e a vinda da F1 vai despertar um interesse ainda maior“, disse.

Estamos confiantes de que o circuito em Sochi vai contribuir enormemente e será uma adição de peso e respeitável com relação aos outros eventos esportivos que teremos aqui, como os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 e o Mundial de 2018“, completou.

Kimi Raikkonen quer lutar pelo Pódio no Grande Premio da Alemanha

Kimi Raikkonen

O piloto finlandês de 32 anos Kimi Raikkonen está optimista para no próximo fim-de-semana no Grande prémio da Alemanha ficar num lugar do pódio. Em entrevista o piloto disse que quer lutar pelos lugares da frente.

O piloto da Lotus é neste momento o quinto da classificação geral do Campeonato Mundial de pilotos de Formula 1 com um total de 83 pontos, e até ao momento os seus dois melhores resultados foram dois segundos lugares nos Grande Prémios da Europa e Bahrein e ainda um terceiro lugar no Grande Prémio de Espanha.

Nós temos um bom carro, nós compreendemos o comportamento dos pneus bastante bem, mostrámos que podemos ser rápidos e correr bem, não há nenhuma razão para que não entremos na luta por mais um lugar no pódio” disse o piloto finlandês.

Kimi Raikkonen ainda acrescentou “algum calor seria bom. Normalmente em Hockenheim o calor tem sido bastante e todos têm problemas com a degradação dos pneus. Obviamente para nós o tempo adequa-se ao carro. Os nossos carros preferem temperaturas altas e com o passar do tempo não é tão duro nos pneus. Esperamos ter um verdadeiro verão em Hockenheim.

O piloto finlandês não tem tido pouca sorte nas pistas germânicas, já que das 15 vezes que participou no Grande prémio da Alemanha, foi obrigado a desistir por 10 vezes com problemas no seu monolugar. No entanto já conseguiu conquistar dois segundos lugares nas pistas de Hockenheim e Nurburgring.

Kimi Raikkonen no Grande Prémio da Alemanha vai disputar os primeiros lugares com o britânico Lewis Hamilton, o espanhol Fernando Alonso e o alemão Sebastien Vettel que é o favorito nas apostas de desporto há vitória final.

Referir que pode assistir ao Grande Prémio da Alemanha em f1 online.

Valterri Bottas lidera o primeiro dia de treinos para os rookies

Max Chilton

De uma forma nada surpreendente, Valtteri Bottas liderou o primeiro dia de treino dos rookies, nesta quinta-feira, em Silverstone. Competindo apenas contra as limitadas Marussia e HRT, o finlandês terminou na primeira posição ao arrancar o tempo de 1:31:436, superando Max Chilton por 5,1s.

Ao contrário do período da manhã, a parte da tarde não foi muito movimentada. A única novidade foi a presença de Rio Haryanto no carro da Marussia, no lugar de Chilton. Apesar disso, a sorte não melhorou na equipa. Se no período da manhã eles sofreram com um problema elétrico, na parte da tarde, abreviou as atividades de pista do piloto indonésio.

No entanto, o problema da Marussia foi minimizado pelas fracas condições de pistas durante a tarde. Para variar um pouco, a chuva atingiu a pista inglesa no período da tarde, impedindo que os pilotos melhorassem os tempos. Assim, mesmo com o problema no carro, Haryanto não teve como melhorar a sua marca.

Bottas, por outro lado, não se importou com a chuva e continuou na pista para terminar uma simulação de corrida. No total, o reserva de Pastor Maldonado e Bruno Senna completou 120 voltas em Silverstone. Mas, por causa da chuva, a volta rápida do finlandês foi marcada no período da manhã.

Chilton, que terminou em segundo, ficou 5,1s, uma eternidade, distante do finlandês, enquanto Haryanto foi o terceiro, 0,8s atrás do companheiro de equipa. Só que além do problema técnico, o indonésio também precisou fazer um ajuste no pedal do acelerador, o que custou tempo de pista. No final, Rio completou apenas 19 voltas, contra 34 do britânico.

Ma Qing Hua, com a HRT, terminou na última posição ao postar a volta mais rápida no período da tarde, com 1:37:829. O piloto asiático ainda foi o responsável por um pião no final do dia, quando tentou ativar a asa traseira móvel.

Confira os tempos:

Pos Driver Team Time 
 1.  Valtteri Bottas     Williams-Renault       1m31.436s
 2.  Max Chilton         Marussia-Cosworth      1m36.558s + 5.122s
 3.  Rio Haryanto        Marussia-Cosworth      1m37.404s + 5.968s
 4.  Ma Qing Hua         HRT-Cosworth           1m37.829s + 6.393s

Mercedes não negoceia com piloto nenhum até saber futuro de Michael Schumacher

Ross Brawn

Com contrato a terminar no final desta temporada, Michael Schumacher ainda não definiu se vai continuar na F1 ou não para o próximo ano. Aos 43 anos, o sete vezes campeão da categoria vem a passar por problemas em 2012, como os inúmeros abandonos, mas conseguiu o seu primeiro pódio pela Mercedes, no GP da Europa, em Valência, desde que regressou às pistas. Por isso, Ross Brawn, chefe de equipa, avisa que vai esperar o piloto definir o seu futuro antes de iniciar negociações com outro nome caso Schumacher não fique.

Estamos concentrados no Michael durante o tempo que for preciso e no que for necessário. Só depois vamos ver em outro lugar”, confirmou. “Nós não discutimos isso, mas se ele se diverte e, se ele gosta de si mesmo, por que não?“, questionou Brawn sobre a permanência do alemão, com quem havia trabalhado no período em que o piloto esteve na Ferrari e conquistou cinco dos seus sete títulos.

Mesmo que Brawn deseje esperar o tempo necessário para renovar com Schumacher, ele sabe que uma conversa entre ele e o piloto precisa acontecer logo. “Inevitavelmente, chega-se a um ponto onde se tem que dizer: ‘vamos conversar porque estas coisas, às vezes, podem demorar algum tempo’, e tem-se que ter a conversa e tem-se que chegar a uma conclusão para planear o futuro”, contou.

Mas não há prazo ou ponto crítico em que ele ou nós vamos dizer que nós devemos tomar uma decisão. Devemos tomar a decisão correta, que é a coisa mais importante”, salientou. “Vai ser uma decisão mútua e, no momento apropriado, vamos sentar e passar por todas as considerações e chegar a uma conclusão. Acho que o Michael sabe, como eu, que vai ser uma conclusão lógica e sensata, movida pela paixão, claro, porque ele gosta do que faz”, encerrou.

Felipe Massa revela ter usado terapia para “sair da má fase”

Felipe Massa

O quarto lugar no GP da Inglaterra mostrou um Felipe Massa diferente do que se apresentou nas primeiras provas da temporada de 2012. O brasileiro, que está a viver um dos piores momentos da sua carreira, dentro da pista, talvez seja o pior, andou o tempo todo num ritmo forte, disputando posições e resistindo à pressão para conquistar o seu melhor resultado na F1 desde o GP da Coreia do Sul de 2010.

Desde o acidente que sofreu no treino de qualificação para o GP da Hungria de 2009, Massa cansou de responder a perguntas sobre o seu estado físico e mental e sobre as consequências que o trauma teve para a sua carreira, sempre negando que isso tenha relação com a queda no seu rendimento, principalmente depois da chegada de Fernando Alonso à equipa vermelha, em 2010. Mas, em entrevista, o piloto admitiu que, desde aquele momento, não é mais o mesmo.

Se olhar que houve o acidente, e que depois do acidente não consegui a performance que tinha antes, é muito fácil dizer isso, não é?”, reagiu Massa, reconhecendo que os bons resultados de antes deixaram de vir.

O piloto, contudo, voltou a negar que exista uma relação direta entre o acidente e a queda de performance. Para o brasileiro, o que aconteceu em Budapeste foi apenas um marco. “Já cansei de pensar nisso. Até porque posso ser o que for, mas não sou estúpido. Não só pensei como fiz 45 mil exames”, revelou Felipe. “Cansei-me de fazer mais coisas para ver se tinha algo que a gente não conseguia identificar, mas não tem. Por iss, não há um porquê, não há um motivo”, completou.

O brasileiro de 31 anos procurou todo o tipo de ajuda para ver o que seria possível fazer para espantar a má fase. Recentemente, Massa começou até a falar mais do lado psicológico, reconhecendo que não está como deveria. Mas a justificativa que deu para isso foram os próprios resultados, mas, de novo, nada relacionado ao acidente da Hungria. “Fui procurar um psicólogo e fiz terapia”, revelou Felipe. “Tenho de tentar tudo até o fim, porque acredito que as coisas vão mudar, vão voltar ao normal.

Acredito que este momento vai passar, sempre acreditei”, declarou. “Quando eu não acreditar mais, aí é o momento de fazer outra coisa”.

Felipe Massa e Sergio Pérez

As negociações por um novo contrato também não o abalam, disse Massa, acostumado a situações complicadas neste quesito. Em 2002, o seu ano de estreia na F1, pela Sauber, Felipe foi demitido ao término daquele campeonato. Voltou à categoria pela mesma porta dois anos depois, mas agora com o apoio da Ferrari e aí, sim, agradou. Em 2006, chegou à oportunidade de pilotar o lendário carro vermelho de Maranello como titular. “Um ano, porque é assim: eles dão-te um ano para saber se vai ou não”.

Sobre a definição do seu futuro, ele não quis entrar em maiores detalhes: “Enquanto não acontece algo, é muito difícil prever. O mais importante é o resultado, isso é tudo o que me interessa: com resultados, as coisas ficam muito mais fáceis. Dependendo deles, terei uma hipótese maior ou menor”.

O facto de pilotos mais jovens, como Sergio Pérez e Paul di Resta, terem sido especulados para ocupar o seu posto em Maranello, não o faz sentir ultrapassado. “Não me preocupo nem um pouco com o facto de eles serem mais jovens do que eu. Nem a Ferrari sabe ainda o que vai acontecer”, afirmou.

Massa também negou sentir-se pressionado pelo comportamento da imprensa italiana, que pediu ‘a sua cabeça’ em mais de uma oportunidade no começo do ano. “Tudo muda rapidamente em função de um resultado”, minimizou o brasileiro. “Desde quando entrei na Ferrari, a imprensa italiana não se cansava de me tirar da equipa”, ironizou.

Sobre a imprensa brasileira, o piloto disse que não tem nenhum problema com ninguém. “Nunca tive atrito algum com jornalista. Entendo o trabalho de cada um. Tem aquele que faz o trabalho só para vender jornais e tem aquele que realmente entende do que está a escrever”, julgou. Por outro lado, disse que não acha bem que todos se virem contra um piloto que representa o país: “Sinto muito, mas é o que toda a gente vê com 99% da imprensa brasileira”.

Ele refutou, ainda, a hipótese de que a transmissão feita pela TV no Brasil ajuda a aumentar a pressão sobre os pilotos daqui. “Eu acho que não, pelo contrário. Se olhar para os outros países… O que a imprensa espanhola faz?”, questionou. Alonso, o seu companheiro de Ferrari desde 2010, é o líder do Mundial de 2012, com 129 pontos, 106 a mais que Massa.

Maria de Villota pode regressar a Espanha após a melhoria do estado de saúde

Maria de Villota

Nesta terça-feira faz exatamente uma semana que María de Villota sofreu um gravíssimo acidente durante uma sessão de testes aerodinâmicos da Marussia na base aérea de Duxford, na Inglaterra. A pilota espanhola, que perdeu a visão direita, foi removida para um quarto do hospital Addenbrook, em Cambridge, depois de ter ficado cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva. E nos próximos dias, María finalmente poderá voltar ao seu país, a Espanha.

Na última segunda-feira, Isabel de Villota, irmã da piloto de testes da Marussia, revelou que María teve uma melhora bastante significativa, e por isso deixou a UTI do Addenbrook. John Booth, comandante da escuderia anglo-russa, disse que a espanhola acordou do coma induzido e já conversa com a sua família.

E segundo uma reportagem veiculada pela imprensa alemã, De Villota, com exceção da perda do olho direito, não deverá ter sequelas na decorrência do acidente sofrido na semana passada, quando bateu a sua cabeça contra a plataforma de descargas de um camião.

Com exceção da cegueira do olho direito, as hipóteses são boas de que não haja nenhuma outra sequela. Se De Villota não tiver outras complicações, o regresso à sua terra natal, a Espanha, poderá acontecer nesta semana”, informou a imprensa alemã.

Mark Webber diz que negociou mesmo com a Ferrari mas preferiu a Red Bull

Mark Webber

Exultante por seguir na Red Bull até o fim da temporada de 2013, Mark Webber disse que a decisão de permanecer na escuderia taurina foi fácil. O piloto, que anunciou a renovação do seu contrato nesta terça-feira, comparou a equipa a qual pertence desde 2007 a uma grande família e disse que até sabe o número do sapato de cada um dos integrantes da equipa. A respeito dos rumores sobre negociações com a Ferrari, Webber confirmou que realmente conversou com a equipa de Maranello, mas deixou claro que não teve dúvidas em continuar defendendo a escuderia bicampeã do mundo.

Em entrevista divulgada pelo site da Red Bull, Webber, ao ser questionado se assinar com a equipa taurina até o fim de 2013 foi uma decisão fácil, não teve dúvidas. “No fim das contas, isso foi, sim. Estes meses foram interessantes, mas, no geral, a continuidade e o desejo de seguir na Red Bull eram muito fortes. O meu principal objetivo é o campeonato deste ano. E outra, há um grupo de meninos e meninas genial na Red Bull e gosto muito de trabalhar com eles. Isto causa um grande efeito em mim e na maneira que eu trabalho no carro. Isso ajudou-me a tomar a decisão”, explicou o australiano, feliz por fazer parte por pelo menos mais um ano na Red Bull.

Quase sei o número do sapato de toda a gente! Sei os nomes de todos as pessoas caras, as suas manias, e conheço todos os setores. Isso é muito, mas muito importante para um piloto. É uma série de fatores. É como uma grande família. Temos avançado muito e claro que eu me encaixo bem aqui, e eu gosto disso”, comentou.

Quando perguntado se chegou a pensar em mudar de ares na próxima temporada, o vencedor dos GPs de Mônaco e da Inglaterra e atual vice-líder do Mundial de Pilotos confirmou o que outrora era apenas especulação. “Tive negociações com a Ferrari, mas a minha decisão é seguir aqui”, revelou Webber, que conversou com a escuderia de Maranello para ser o eventual substituto de Felipe Massa em 2013, uma vez que Fernando Alonso tem contrato com a equipa italiana até o fim de 2016.

Sebastian Vettel e Mark Webber

Mark fez questão de salientar que a sua relação com Sebastian Vettel é bastante saudável, em que pese que os companheiros de Red Bull viveram conflitos internos na temporada 2010, quando Webber lutou pelo título até à última corrida do ano e teve performance bastante parecida com do Mundial de 2012. A dupla Vettel-Webber, uma das mais vitoriosas da história recente da F1, completará, em 2013, cinco temporadas.

É muito boa [a relação]. Temos trabalhado unidos durante muito tempo. Acredito que ninguém poderia prever que trabalharíamos juntos durante tanto tempo. Não há muitos companheiros de equipa que tenham trabalhado juntos durante tanto tempo na F1, mas esta união demonstrou ser bem-sucedida. Trabalhamos duramente com os membros-chave da equipa técnica da equipa”, contou o australiano, que completará 36 anos em 27 de agosto.

Quando vamos à pista, ainda somos competitivos, não há dúvidas a respeito, especialmente em 2010 e neste ano. No ano passado, o Sebastian e eu não competimos muito entre nós, mas em 2009, 2010 e neste ano foram de duelos geniais. Foi muito divertido para a equipa, ainda que algumas vezes tenha sido stressante, já que não é fácil estar com os dois à frente, e pude entender que, em última instância, precisamos de trazer os carros de volta para casa e conseguir o melhor resultado para nós e para a equipe”, reconheceu Webber.

O piloto mostrou-se satisfeito pela sua renovação de contrato por vários aspectos, entre eles, o facto de agora poder concentrar-se exclusivamente na luta pelo título mundial de F1 neste ano. “Há muito tempo escutava rumores diferentes, mas no fim das contas eu sabia o que estava a acontecer. Um quer garantir que está completamente concentrado na sua pilotagem, e as pessoas [estão concentrados] no seu trabalho. É importante que a equipa esteja 100 por cento. E eu estou”, garantiu.

Por fim, Webber deixou claro que não pensa em se retirar no final do seu novo contrato com a Red Bull, mas disse que, para seguir na F1, tudo vai depender dos resultados conquistados. “Já me fizeram essa pergunta muitas vezes nos últimos quatro anos e a minha resposta tem sido sempre a mesma. É um desporto que depende dos resultados, então o futuro está nas minhas mãos. Depende de conquistar os resultados na pista”, concluiu.