Edoardo Mortara aguenta e vence pela primeira vez no DTM

Edoardo Mortara

Edoardo Mortara entrou para o hall de vencedores do DTM. Neste domingo, o italiano resistiu aos ataques de dois campeões da categoria, Martin Tomczyk e Gary Paffett venceu uma prova movimentada e emocionante no Red Bull Ring, em Zeltweg, na Áustria. Prova da tensão que envolveu o desempenho do piloto da equipa Rosberg é a diferença entre os quatro primeiros classificados, 2,7s ou seja, quase nada.

O triunfo de Mortara foi também o primeiro da Audi em 2012, nas primeiras provas, a construtora das quatro argolas foi batida por Mercedes e BMW. O segundo lugar de Tomczyk é o melhor desde a sua chegada à BMW, no começo deste ano. Líder do campeonato, Paffett completou o pódio na Áustria, mantendo 100% de aproveitamento. Mattias Ekström terminou em quarto, seguido por Jamie Green. O resultado foi motivo para grandes comemorações no antigo Österreichring.

Sexto classificado, Timo Scheider destacou-se pela sua estratégia, que rendeu várias posições após uma saída de pista nas voltas iniciais, uma grande volta por cima. Mike Rockenfeller, o português Filipe Albuquerque e Joey Hand, que duelaram bastante durante a corrida, apareceram na sequência, e Augusto Farfus fechou a zona de pontuação, com uma prova discreta.

O pole-position, Edoardo Mortara não saiu bem no momento em que as luzes apagaram, e ia perdendo a ponta para Gary Paffett e Mattias Ekström, que disputavam do lado interno da pista. Contudo, a primeira curva do Red Bull Ring, fechada e em subida acabou por favorecer o italiano que, por fora, tracionou melhor e fez a tangência muito mais rápido do que os adversários, disparando na primeira posição e livrando-se da confusão que viria a seguir.

A segunda curva do circuito, ainda mais apertada que a primeira, foi bastante tumultuada. Valendo a segunda posição, Paffett, Martin Tomczyk e Ekström ficaram lado a lado, e apenas foram acomodar-se nestas posições duas curvas depois, quando o safety-car foi acionado, devido a um acidente que aconteceu na parte de trás da grelha.

Christian Vietoris tocou a traseira de Dirk Werner, e ambos alargaram bastante a tomada, utilizando a área de escapatória. No regresso à pista, Vietoris, mais lento, foi tocado por Adrien Tambay, ficou de lado e acertou no rail. Andy Priauxl também se envolveu no rolo, e os quatro deixaram logo no seu começo.

A relargada aconteceu apenas na quinta volta, e viu uma manutenção das primeiras posições. Na ordem: Mortara, Paffett, Tomczyk, Ekström e Jamie Green. Dois grandes grupos passaram a disputar posições a partir daí, que se juntaram em poucas voltas, constituindo um enorme pelotão.

Primeiro, valendo a entrada na zona de pontuação, Mike Rockenfeller, Augusto Farfus, Roberto Merhi e Ralf Schumacher, do décimo em diante. A frente, Bruno Spengler, sexto classificado, não tinha um ritmo forte, e passou a tentar segurar Miguel Molina, Filipe Albuquerque e Joey Hand.

O momento mais emocionante deu-se quando, no fim da reta da meta, Albuquerque tentou superar o canadiano por fora. Enquanto os dois estavam lado a lado, Hand, que tracionou melhor, partiu para cima e passou os dois. Na mesma manobra, Molina ainda empurrou a BMW de Spengler, num momento Nascar, e ganhou a posição do português. As trocas de posição seguiram-se de maneira impressionante. A cada curva, dois, ou mesmo três carros estavam emparelhados.

Este duelo custou caro aos envolvidos que sonhavam em beliscar um pódio, ou mesmo vencer. Enquanto os cinco primeiros classificados estavam separados por apenas 6s, o restante do pelotão estava a mais de 20s.

Na liderança, nada de alterações, e tudo se desenhava para uma definição na base da estratégia, a partir do momento em que a janela de pit-stops fosse aberta, na 12º volta. Os primeiros a parar foram os pilotos que estavam nesta disputa narrada acima. Hand, Spengler, Molina, Susie Wolff, Frey, Albuquerque, David Coulthard e Schumacher. E a intensidade da corrida diminuiu consideravelmente.

Na décima quinta volta, metade dos 18 carros que estavam na pista haviam feito seus pit-stops, e ocupavam a parte de baixo da classificação. Os que pontuavam eram: Mortara, Paffett, Tomczyk, Ekström, Green, Merhi, Rockenfeller, Farfus, Scheider e Wickens. E, nas duas voltas subsequentes, Rockenfeller e Merhi foram às boxes.

Foi apenas na 18ª volta que os líderes começaram a realizar os seus primeiros pit-stops. Tomczyk foi o primeiro. Uma volta depois, a Mercedes aprontou-se para Gary Paffett e executou um ótimo trabalho, três segundos cravados. Sem chance para que Tomczyk roubasse a sua posição. Mais uma volta, e Jamie Green parou, fez a troca e voltou na quinta posição. Restavam apenas os dois Audis, de Mortara e Ekström. Completada a primeira ronda de trocas de pneus, nada mudou na disputa pela vitória.

Augusto Farfus foi o último a entrar nas boxes, pensando em dar o salto do gato e ganhar algumas posições, mas em vão. A permanência mais longa na pista, com compostos mais gastos, não foi lucrativa. Não deu prejuízo, também, e ele ficou com mesma 11ª posição em que estava antes de tudo começar.

Na segunda metade da prova, um duelo importante começou. Este valia a vitória. Separados por 1,2s na conclusão da 23ª volta, Mortara, Paffett e Tomczyk travavam uma disputa cerebral, na qual erros não seriam permitidos.

Enquanto isso, o calvário de Bruno Spengler no Red Bull Ring continuava, e o vice-líder do campeonato tentava segurar-se de Frey e Wickens na disputa da 13ª posição. Voltas mais tarde, o canadiano abandonaria. Após a prova, ele culpou um toque, de Jamie Green, na primeira volta que deixou o seu carro “inguiável”.

A segunda ronda de pit-stops começou com Albuquerque, Frey e Wickens, seguidos por Hand. Uma tentativa de parar antes dos adversários e andar rápido com pneus novos. Dentro da zona dos pontos, porém, a inversão de posições entre Albuquerque e Hand iniciou uma luta na qual os dois ficaram boa parte da volta lado a lado, e protagonizaram duas manobras em ‘xis’. Hand venceu a batalha, mas não a guerra…

Voltando à disputa pela vitória, agora os líderes pararam mais cedo. O primeiro deles foi Paffett, pensando em dar o salto do gato. Mas a Audi respondeu rápido e chamou Mortara na volta seguinte. Não foi na troca que a liderança foi roubada, mas os dois voltaram colados, e o líder do campeonato chegou a colocar as quatro rodas na gravilha. E tudo esquentou ainda mais na volta seguinte Tomczyk, Ekström e Green entraram nas boxes. No regresso à pista, o sueco e o inglês continuaram na quarta e na quinta posições. O atual campeão, porém, colocou-se justamente entre Mortara e Paffett. Restavam 17 voltas.

Lado a lado, eles chegaram a tocar-se, e foi após este toque que tudo se estabilizou, do jeito que tudo estava. Pelo menos por um tempo. A temporada de caça a Mortara estava aberta, e 4s separavam os cinco primeiros: Mortara, Tomczyk, Paffett, Ekström e Green.

Scheider era o sexto, ainda com o segundo pit-stop obrigatório pendente. Quando ele cumpriu esta obrigação, na última volta da janela, manteve o sexto lugar, a frente de Hand e Albuquerque. Estes voltariam a encontrar-se na pista, e o português acabou sair de pista no miolo do Red Bull Ring, ao tentar uma manobra por fora. Além de ser, enfim, batido por Hand, perdeu também a oitava posição para Rockenfeller.

Nas voltas finais, emoção apenas quando Rockenfeller atacou e superou Hand. Oportunista, Albuquerque recuperou, deu o troco e finalmente ficou a frente do norte-americano… ganhou a guerra. Sem mais movimentações, Mortara cruzou a linha de chegada seguido de perto por Tomczyk, Paffett e Ekström, mas, na medida do possível, tranquilo.

Confira os resultados:

Pos Driver Team/Car Time/Gap
 1.  Edoardo Mortara     Rosberg Audi      1h12m30.277s
 2.  Martin Tomczyk      RMG BMW               + 1.068s
 3.  Gary Paffett        HWA Mercedes          + 2.142s
 4.  Mattias Ekstrom     Abt Audi              + 2.769s
 5.  Jamie Green         HWA Mercedes          + 5.406s
 6.  Timo Scheider       Abt Audi             + 35.351s
 7.  Mike Rockenfeller   Phoenix Audi         + 37.260s
 8.  Filipe Albuquerque  Rosberg Audi         + 38.062s
 9.  Joey Hand           RMG BMW              + 39.419s
10.  Augusto Farfus      RBM BMW              + 39.904s
11.  Ralf Schumacher     HWA Mercedes         + 43.567s
12.  Roberto Merhi       Persson Mercedes     + 50.339s
13.  Robert Wickens      Mucke Mercedes     + 1m05.670s
14.  Susie Wolff         Persson Mercedes   + 1m06.161s
15.  Rahel Frey          Abt Audi           + 1m06.988s

Retirements:

     Bruno Spengler      Schnitzer BMW          33 laps
     David Coulthard     Mucke Mercedes         22 laps
     Miguel Molina       Phoenix Audi           17 laps
     Andy Priaulx        RBM BMW                  1 lap
     Dirk Werner         Schnitzer BMW            1 lap
     Christian Vietoris  HWA Mercedes            0 laps
     Adrien Tambay       Abt Audi                0 laps

Posted on 3 de Junho de 2012, in DTM and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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