Lotus F1 perde o patrocínio do Grupo Lotus

Lotus manterá nome ate 2017

O Grupo Lotus, assim como o questionamento sobre o nome da equipa eternizada por Colin Chapman e, recentemente, nome de polémicas que até acabaram na justiça, voltou ao noticiário nesta sexta-feira. Isto porque a empresa, recentemente vendida pela Proton ao conglomerado malaio DRB-Hicom, encerrou o contrato de patrocínio que tinha com a equipa, comandada por Gerard López, dono do Genii Capital, proprietário da equipa de Enstone.

Aliás, foi o próprio López quem confirmou a informação. Em entrevista concedida, o executivo espanhol revelou a saída do Grupo Lotus enquanto patrocinador da Lotus por conta de problemas económicos, mas a equipe garantiu que vai manter o clássico nome pelo menos até 2017, quando se encerra o contrato para concessão de direitos de uso da marca Lotus.

Tal concessão foi adquirida após um acordo com o antigo detentor dos direitos, Tony Fernandes, que ganhou na justiça britânica o poder de uso do nome Lotus, mas o repassou para o Genii de López, que rebatizou a equipa de Lotus Renault para Lotus, simplesmente, enquanto o empresário malaio renomeou a antiga Team Lotus para Caterham.

O contrato de patrocínio e as obrigações com a [equipe] Lotus encerraram. Não foi uma opção do Grupo Lotus entrar na F1 agora, a decisão foi tomada por nós”, explicou López.

O comandante da equipa Lotus garantiu que está comprometido em manter o nome da equipa criada por Colin Chapman na categoria até o fim do contrato. Em entrevista, um assessor de imprensa da escuderia britânica garantiu que o compromisso será cumprido até o último dia de contrato, ou seja, a Lotus seguirá como nome de equipa na F1 pelo menos até o fim de 2017.

Estamos felizes por levar o nome Lotus e acreditamos que é um bom nome para a F1. Nós finalismos a equipa no ano passado, e, no ano anterior, o que estava a faltar [em termos de orçamento]. Preferimos ter patrocinadores até alcançar o valor total [do orçamento], mas se tivermos de financiá-la, então vamos financiá-la”, garantiu López, minimizando a perda do patrocínio principal.

O dirigente espanhol entende que a presença do nome Lotus na F1 é importante e atrai muitos patrocinadores, razão pela qual, na sua opinião, não há motivos para preocupação quanto à saída do Grupo Lotus como principal apoiador financeiro.

Nós mudamos o nome de Lotus Renault para Lotus, e isso abriu a porta para um patrocinador. Então, se se levar em conta o facto de que nós assinamos com a Unilever (Rexona e Clear), provavelmente o maior contrato de patrocínio neste ano na F1, e que assinamos com a Microsoft, que é uma grande notícia, pois é uma marca que jamais esteve na F1 antes, temos amplo espaço para patrocínio”, disse.

Se assinarmos com um patrocinador agora, vamos ter um fluxo de caixa como jamais esta equipe teve antes”, acrescentou o dirigente.

Por fim, quando questionado sobre a possibilidade de que o Genii Capital compre o Grupo Lotus, como já chegou a ser especulado pela imprensa europeia, López desconversou. “Ainda não sabemos, já que não sabemos o que o novo proprietário pretende fazer”, concluiu.

Posted on 6 de Abril de 2012, in Fórmula 1 and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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