Tempo de reconhecimentos para o Rally de Portugal

Armindo Araújo fez o reconhecimento

As equipas inscritas no Vodafone Rally de Portugal já estão na estrada. Apesar da competição só começar na próxima quinta-feira, pilotos e co-pilotos começaram hoje a fazer os reconhecimentos das especiais. Todos elogiaram as condições em que encontraram as classificativas, com destaque para o estado do piso, mesmo se alguns tenham feito referência à dureza do terreno, potenciada pela falta de chuva durante o inverno.

Para Petter Solberg, que chega ao Algarve muito moralizado depois do triunfo no WRC Fafe Rally Sprint, que se realizou no passado sábado, “os troços estão fantásticos. O primeiro dia de reconhecimentos correu muito bem”, afirmou o norueguês da Ford. Por outro lado, o campeão do Mundo e líder do Mundial, Sébastien Loeb, elogiou as condições “dos troços, que estão bons, como é habitual“, mas mostrou-se um pouco apreensivo em relação ao pó. “Pode ser um problema grande nas especiais noturnas“, referiu o piloto da Citroën.

Armindo Araújo explicou que existe alguma expectativa por parte dos pilotos em relação ao pó porque receiam que, se este não levantar, as condições de visibilidade sejam reduzidas nas três especiais da noite. “Fora isso, está tudo a correr muito bem. Os troços estão excelentes, o teste de ontem também foi positivo, apesar de ainda não dispormos das evoluções previstas para o Mini, e estamos otimistas“, disse o português.

Entretanto, e sem garantias que chova até quinta-feira, a organização do Rali de Portugal decidiu regar, com abundância, os primeiros 3,5 quilómetros da especial de Gomes Aires e a totalidade da classificativa de Ourique para, assim, evitar que se levante pó e isso ponha em risco a segurança dos participantes.

Durante o primeiro dia de reconhecimentos, Kevin Abbring, companheiro de equipa de Sébastien Ogier na Volkswagen, cumpriu a totalidade das especiais com dificuldades devido a problemas de estômago. “Não me sinto nada bem. Preciso de comer para ter energia, mas o corpo rejeita e não consigo estar em pleno. Nos troços estou concentrado, mas não posso andar à velocidade que gostaria“, lamentou o jovem holandês que optou, ainda assim, por só ser observado pelo médico da equipa no final do dia.

Entre os estreantes no Vodafone Rally de Portugal em carros de WRC, Jari Ketomaa, gostou muito do tipo de troços que encontra nesta prova do campeonato do Mundo mas deixa o alerta: “A especial grande de domingo, com 31 quilómetros (Santana da Serra) é estreita e traiçoeira. Vai ser muito interessante.

O companheiro de Armindo Araújo no WRC Team Mini Portugal, Paulo Nobre, adjetiva o quarto rali do calendário do Mundial de “fantástico. É impressionante. Tem troços bem difíceis, com muitas lombas cegas.”

Durante o primeiro dia de reconhecimentos, pilotos e co-pilotos tiraram notas de sete troços, entre os quais as três especiais noturnas de quinta-feira, a classificativa de Almodôvar, que se realiza na sexta-feira, e, por fim, Silves e Santana da Serra, previstas para domingo.

As equipas foram separadas em dois grupos, um para pilotos prioritários e outra para pilotos não prioritários, e cada um teve a possibilidade de efetuar duas passagens por cada troço a uma velocidade máxima de 90 km/h.

Amanhã continuam os reconhecimentos, com as restantes classificativas do rali, à exceção da super-especial de Lisboa. Esta será reconhecida no próprio dia, na qual os pilotos irão guiar carrinhos de golfe elétricos.

Posted on 28 de Março de 2012, in WRC and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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