Stéphane Peterhansel leva a Mini à sua 1ª conquista do Dakar; Carlos Sousa é o melhor português em 7º

Stéphane Peterhansel

Se vencer o Dakar uma vez já é tarefa para poucos, celebrar a conquista do maior rali do mundo em dez oportunidades é algo praticamente impossível… não para Stéphane Peterhansel. Ao lado do compatriota, o navegador Jean-Paul Cottret, o francês de 46 anos logrou o seu décimo título, o quarto na competição dos carros, guiando o competitivo Mini da equipa X-Raid, que se mostrou dominante do começo ao fim da prova, que terminou neste domingo em Lima, capital do Peru.

Peterhansel teve apenas de completar a etapa complementar da competição, de apenas 29 km de trecho cronometrado, entre Pisco e Lima. A vantagem do francês para o seu companheiro de equipa, Nani Roma, era confortável o suficiente para que a especial deste domingo fosse apenas parte da coroação do seu décimo título.

O vencedor da última etapa do Dakar em 2012 foi Robby Gordon. O norte-americano, que foi excluído do Dakar pela organização da prova por conta de supostas irregularidades no motor do seu Hummer H3, entrou com recurso e continua a sua jornada na competição, alcançando um prémio de consolação depois de uma verdadeira epopeia na América do Sul.

Além das críticas à ASO (Amaury Sport Organisation), organizadora do Dakar, e também aos rivais Peterhansel e Roma, Gordon disparou contra Nasser Al-Attiyah. O piloto do Qatar, campeão da prova em 2011, foi convidado pelo norte-americano para guiar um Hummer no rali. A relação entre os dois era boa até o abandono do árabe por conta de vários problemas mecânicos no H3. Nasser e Gordon trocaram farpas pela imprensa, e o catari afirmou que jamais voltará a guiar um Hummer, nem na equipe do americano.

O segundo lugar da especial coube ao português Ricardo Leal dos Santos, da Mini X-Raid. Leal dos Santos, ao lado do copiloto Paulo Fiúza, foi seguido pelo seu companheiro de equipa, o polaco Krzysztof Holowczyc e o seu navegador, Jean-Marc Fortin. Giniel de Villiers levou o seu Toyota Hilux da equipe Overdrive ao quarto posto ao lado do alemão Dirk Von Zitzewitz, seguido pelo português Carlos Sousa, que chegou a Lima coroando uma grande jornada no Dakar a bordo do Haval da equipa Great Wall correndo com o navegador Jean-Pierre Garcin.

Stéphane Peterhansel e Nani Roma, 1-2 para a Mini X-Raid

Ao lado do argentino Bernardo Graue, Lucio Alvarez foi o melhor sul-americano no rali e terminou em sexto, seguido por Leonid Novitskiy/Andreas Schulz e Nani Roma/Michel Périn, os dois últimos, também da Mini. Bernhar Ten Brinke/Matthieu Baumel, de Mitsubishi, e Peterhansel, que só administrou a grande vantagem para Roma, fechou o top-10.

O domínio da Mini X-Raid fica evidente na classificação geral. Os cinco carros da equipa alemã chegaram ao final no rol dos dez melhores. Nani Roma encerrou a sua participação em segundo. De Viliers, que não chegou a ameaçar o domínio de Peterhansel, foi o terceiro, seguido pelo russo Novitskiy. Robby Gordon, que assim como Nasser Al-Attiyah, chegou a ensaiar uma forte oposição à supremacia da Mini, terminou apenas em quinto, muito por conta dos problemas mecânicos do H3.

Lucio Alvarez confirmou a sexta posição, terminando à frente do luso Carlos Sousa. Outro piloto português ficou atrás de Sousa, Ricardo Leal dos Santos, a fechar o Dakar em oitavo, enquanto Ten Brinke e Holowczyc fecharam o grupo dos dez primeiros da classificação geral da 33ª edição do Rali Dakar.

O último título de Peterhansel havia sido em 2007, quando o piloto disputou o Dakar, ainda entre os continentes europeu e africano, a bordo de um Mitsubishi. Um ano depois, o rali foi cancelado por conta da falta de segurança na África. Desde que a competição começou a ser realizada na América do Sul, em 2009, o certame dos carros só havia conhecido a Volkswagen como campeã, com Giniel de Villiers, Carlos Sainz e Nasser Al-Attiyah, entre 2009 e 2011.

Peterhansel voltou ao topo do pódio com um carro de equipa privada. Antes, o gaulês havia conquistado os títulos de 2004, 2005 e também em 2007, sempre pela Mitsubishi. Antes, Stéphane venceu seis títulos com a Yamaha na competição das motos: 1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998, antes de migrar para os carros, um ano depois.

Posted on 15 de Janeiro de 2012, in Dakar and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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