Cyril Després vence 4º Dakar da carreira; Hélder Rodrigues termina no 3º posto

Cyril Després venceu o 4º Dakar da carreira

Na gíria do futebol, Cyril Després apenas ‘cumpriu calendário’ neste domingo. O experiente francês de 37 anos só teve de completar o curto trecho cronometrado de 29 km para celebrar a conquista do seu quarto título no Dakar na competição das motos. O piloto da Red Bull KTM alcançou a glória depois de travar intenso duelo com o rival, Marc Coma, e após estar envolvido em algumas polêmicas ao longo da competição, como por exemplo, o escândalo caso de ter deixado Paulo Gonçalves atolado na lama, após este o ter ajudado a desatolar-se. Antes, Després levantou a taça em 2005 e 2007, e por fim, em 2010, já em solo sul-americano.

A última especial do Dakar foi vencida por Pal Anders Ullevalseter, norueguês da KTM, que facturou o seu melhor resultado numa etapa da prova deste ano. A construtora austríaca ocupou as cinco primeiras posições da curta etapa até Lima. O nórdico, que percorreu o trecho em apenas 22min26s, foi seguido por Marc Coma, Stefan Svitko, Gerard Farres Guell e o italiano Alessandro Botturi.

Olivier Pain, de Yamaha, foi o sexto, seguido por Jordi Viladoms. O português Hélder Rodrigues, Joan Barreda Bort terminaram em oitavo e nono, respectivamente, enquanto Després, o último a largar em Pisco, fechou a lista dos dez primeiros e apenas teve de gerir a longa vantagem para Coma, que se tornou intransponível depois que o catalão enfrentou problemas mecânicos e de navegação na etapa de sábado, entre Nasca e Pisco. Paulo Gonçalves foi 25º, Bianchi Prata 31º e Rúben Faria 95º

Desde o começo do Dakar, Coma e Després mostraram-se como favoritos à conquista, de acordo com o previsto. Mas coube a Francisco ‘Chaleco’ López a vitória na primeira especial da competição, entre Mar del Plata e Santa Rosa de La Pampa. A etapa, no entanto, foi negra para o Dakar, uma vez que Jorge Martínez Boero, de 38 anos, morreu após sofrer grave acidente ao longo do percurso.

Polémica aparte, Després superou Marc Coma

Passado o luto, era chegada a hora de recomeçar. E desde então, Coma e Després protagonizaram a competição das motos, com grande alternância entre os dois na liderança, evidenciando um abismo em relação aos demais pilotos, com o português Hélder Rodrigues, da Yamaha, a ser o melhor ‘do resto’. A situação seguiu renheida até à oitava etapa, entre Copiapó e Antofagasta, no Chile, quando Després, e também a ASO (Amaury Sport Organisation), foram protagonistas de uma das grandes polêmicas de 2012.

Então líder geral na segunda-feira, Després, logo no começo do percurso, atolou-se num lamaçal não previsto na planilha divulgada pela ASO, organizadora do Dakar. O francês recebeu auxílio do luso Paulo ‘Speedy’ Gonçalves, da Husqvarna, que antes da etapa encontrava-se em 4º na geral, e conseguiu restabelecer-se e ficar pronto para voltar à competição. Entretanto, Després não ofereceu a mesma ajuda a Gonçalves e partiu rumo a Antofagasta, causando reclamação do português e também de grande parte das pessoas que acompanham o rali, não só dos adeptos nacionais.

Després, que havia perdido muito tempo no lamaçal, recebeu uma bonificação da ASO, e a diferença em relação ao líder Coma, que era de quase 10 minutos, passou para apenas 1min26s, causando revolta ao catalão, que chegou até a ameaçar deixar o Dakar.

Depois da polêmica, o duelo entre os tricampeões continuou até o último sábado. Després aproveitou o facto de Coma largar na frente e abrir caminho e conseguiu ser mais rápido que o espanhol, que enfrentou problemas de navegação e também na caixa de velocidades da sua KTM. Não bastasse todo o infortúnio em Pisco, Coma teve de trocar o motor da moto, enterrando de vez as suas hipóteses de vitória em 2012. Coube a Després, campeão do Rali dos Sertões de 2011, desempatar o duelo com Marc e celebrar o tetra do Dakar.

Quanto aos portugueses, Hélder Rodrigues foi o principal destaque de Portugal no maior rali do mundo. Dono de um ritmo constante, o português que participou novamente com uma Yamaha, cometeu poucos erros e sempre esteve entre os primeiros classificados, mostrando ser sempre o mais rápidos dos ‘outros’, já que Després e Coma andavam a outro nível.

Rúben Faria perdeu muito tempo na 3ªetapa do Dakar e desde então tem vindo sempre a recuperar, acabando o Dakar na 12ªposição, às portas do top 10. Paulo Gonçalves, o injustiçado da Husqvarna acabou o Dakar na 26ªposição, isto após uma penalização de 6h imposta ao piloto português, quando esteve era 4º classificado. Já Pedro Bianchi Prata, o também piloto da Husqvarna realizou um Dakar discreto, acabando-o na 42ªposição, acabando então por não alcançar o seu objectivo: ficar no top 30.

Posted on 15 de Janeiro de 2012, in Dakar and tagged . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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